Lipe Machado
Product designer
Vakinha
Usei IA generativa para dar rosto à campanha sem expor a identidade de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Como criar um banco de imagens humanizado e representativo para uma campanha de arrecadação sem usar fotos reais de pessoas em situação de vulnerabilidade social, preservando sua identidade e dignidade?
Por trás de cada mulher existe um universo de batalhas e sonhos. A luz pra cada história é quente, fim de tarde, e atravessa a vida de cada uma. A mulher brasileira tem cara, tem vez, tem voz e o nome de cada uma delas você vai conhecer agora.

Concebi o banco de imagens e conduzi a direção de arte: defini o casting visual, a linguagem de luz e enquadramento, escrevi e iterei os prompts e fiz a curadoria de cada imagem gerada. A decisão central foi de método: em vez de fotografar e depois esconder rostos, gerei pessoas que não existem, preservando identidade sem recorrer a desfoque, silhueta ou recorte, que são recursos que sugerem vergonha. Revisei imagem por imagem para evitar estereótipo de pobreza e artefatos que denunciam origem sintética.
A campanha ganhou um banco de imagens humanizado sem expor rostos reais de mulheres em situação de vulnerabilidade. A decisão de não fotografar deixou de ser limitação e virou parte do discurso da campanha: proteção de identidade como valor, não como ausência.








